Imagem de destaque para artigo sobre vazio sanitário da soja. (Créditos: Shutterstock)

Vazio sanitário da soja: o que é e qual sua importância?

Vazio sanitário da soja: o que é e qual sua importância?

Você sabe o que é o vazio sanitário da soja? 

A técnica, adotada para diferentes culturas no país, é utilizada para o controle de uma das doenças mais comuns nas lavouras de soja: a ferrugem asiática. 

Nos acompanhe e entenda a importância da estratégia para o manejo da doença na cultura da soja. 

O que é o vazio sanitário da soja? 

O vazio sanitário da soja é o período de ausência da cultura da soja e plantas voluntárias (a soja guaxa, que nasce em decorrência da perda de grãos, que germinam no solo sem planejamento prévio) na lavoura. 

A técnica é adotada na entressafra, período entre o início de uma safra e outra, para o combate à doença ferrugem asiática. A duração mínima do vazio sanitário é de 90 dias. 

No Brasil, vinte estados e o Distrito Federal adotam o vazio sanitário da soja. Cada unidade federativa possui seu próprio calendário, definido pelos órgãos de defesa sanitária vegetal de acordo com a realidade do local e as diretrizes do governo federal. 

Para que serve o vazio sanitário da soja? 

Durante o vazio sanitário da soja, os produtores devem manter o solo sem atividade agrícola da cultura. O objetivo é que esse período de “repouso” possibilite o controle da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e que ataca lavouras de diversas culturas. 

A ausência de plantas interrompe o ciclo de reprodução e desenvolvimento do Phakopsora pachyrhizi, que é um fungo biotrófico  ou seja, um organismo que obtém os nutrientes das células vivas de um hospedeiro. 

No caso, os hospedeiros dos Phakopsora são as plantas da soja. Nelas, eles se desenvolvem e produzem os esporos, pequenas estruturas utilizadas na reprodução dos fungos, que ocorre de modo assexuado. 

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Ciclo da ferrugem asiática na soja (Créditos: Esalq – USP)

Por serem estruturas pequenas e leves, os esporos conseguem ser facilmente disseminados pelo vento, cobrindo uma longa distância. Dessa forma, eles chegam até outras plantas de soja e nelas, se instalam e iniciam novamente o ciclo de reprodução. 

É aí que entra o vazio sanitário da soja. Sem as plantas, os esporos não encontram seus principais hospedeiros, o que prejudica o ciclo de reprodução e, consequentemente, a proliferação do fungo na lavoura. 

Desse modo, com menos esporos no solo durante o período de semeadura, há menos possibilidade de ocorrência da ferrugem asiática nos estádios iniciais de desenvolvimento da soja. 

Assim, com esse atraso da doença na lavoura, serão necessárias menos aplicações de fungicidas, o que beneficia o produtor — ele comprará menos agrotóxicos e consequentemente, terá menos gastos com a pulverização dos produtos. 

O que é a ferrugem asiática?

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Folha de soja observada contra a luz, com pontos escuros que podem indicar ferrugem asiática. (Créditos: Embrapa Soja)

Como vimos acima, a ferrugem asiática é a doença causada fungo Phakopsora pachyrhizi. Diagnosticada pela primeira vez no Brasil em 2001, ela provoca a desfolha — eliminação de folhas secas e amareladas — precoce da soja, o que prejudica a formação dos grãos e, consequentemente, reduz a produtividade da lavoura. 

O desenvolvimento do Phakopsora pachyrhizi na soja é beneficiado por algumas condições. Segundo a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária voltada para a cultura (Embrapa Soja), a infecção na planta depende da disponibilidade de água livre na superfície da folha. 

Além disso, temperaturas entre 15ºC e 28ºC e chuvas bem distribuídas ao longo da safra são condições favoráveis para que o Phakopsora pachyrhizi infecte a planta. O máximo da infecção costuma ocorrer em 10 a 12 horas de molhamento foliar. 

O fungo começa a se manifestar com pequenos pontos de coloração mais escura na parte inferior da folha (como na imagem acima). Chamados de urédias, são nestes locais que o fungo produz seus esporos. 

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Folha de soja observada contra a luz, com pontos escuros que podem indicar ferrugem asiática. (Créditos: Embrapa Soja)

Conforme o Phakopsora pachyrhizi se desenvolve na planta, a coloração das urédias, que começa castanho-claro, fica mais escura. Esses pontos também passam a ocupar mais espaço da folha de soja. 

Nos estágios mais avançados, a coloração da folha da soja muda e fica castanho-claro. Por fim, ela cai. 

Qual é a importância do vazio sanitário da soja? 

De acordo com o Consórcio Antiferrugem, parceria público-privada para o combate à doença no país, a ferrugem asiática possui um custo médio de USS$ 2,8 bilhões por safra de soja no Brasil. Este valor é decorrente da compra e aplicação de fungicidas, que são necessários para impedir o desenvolvimento do fungo na lavoura. 

Dessa forma, para diminuir o uso de agrotóxicos, o governo federal definiu o vazio sanitário da soja como uma das principais estratégias para manejo da doença. 

Além dele, outras técnicas podem ser utilizadas de forma conjunta. No comunicado com boas práticas para o enfrentamento da ferrugem asiática na soja, a Embrapa também recomenda estratégias como cultivares com gene de resistência e a semeadura em um período específico. 

Outra medida é o monitoramento dos casos da doença no país, feito pelo Consórcio Antiferrugem. 

No site da iniciativa, é possível acompanhar as incidências da ferrugem asiática em todo o país por meio de um mapa interativo. Nele, você consegue visualizar o número de ocorrências por ano da safra e/ou estado, separadas por soja graxa (plantas voluntárias, em amarelo) e safra comercial (em vermelho). 

O Consórcio Antiferrugem também possui aplicativo para iOS e Android, o que facilita o acompanhamento das ocorrências por smartphones e tablets. 

Qual é a legislação que regulamenta o vazio sanitário da soja no Brasil?  

Desde 2021, a legislação que regulamenta o vazio sanitário da soja a nível federal é a Portaria nº 306/2021 e a Portaria nº 388/2021 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Vamos ver mais sobre cada uma das portarias abaixo.

Portaria nº 306/2021 

A publicação da Portaria nº 306/2021 instituiu o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja – Phakopsora pachyrhizi  (PNCFS). A iniciativa visa fortalecer a produção agrícola da soja com a união de ações estratégicas da defesa sanitária vegetal, apoio à pesquisa agrícola e assistência técnica na prevenção e controle da praga. 

Segundo a portaria, apesar da responsabilidade da coordenação do PNCFS estar no âmbito da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, a execução do programa é dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal.  

Sendo assim, as agências estaduais devem complementar as diretrizes gerais do PNCFS com a definição de procedimentos operacionais para a execução do programa, como: 

  • Cadastro de produtores de soja; 
  • Acompanhamento do monitoramento da ocorrência da ferrugem asiática durante o período da safra; 
  • Definição de calendário para vazio sanitário, de no mínimo 90 dias, e semeadura da soja, de até no máximo 110 dias; 
  • Fiscalização quanto ao cumprimento dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja; 
  • Acompanhamento dos cultivos de soja autorizados em caráter excepcional. 

Ainda, de acordo com a Portaria nº 206/2021, os órgãos estaduais devem encaminhar a proposta para o calendário do vazio sanitário anualmente até o dia 31 de dezembro. Desse modo, o período será oficialmente estabelecido para adoção no ano seguinte. 

Portaria nº 388/2021 

Publicada em agosto de 2021, a Portaria nº 388/2021 traz algumas alterações para a Portaria nº 306/2021. 

A primeira delas é em relação a própria definição do vazio sanitário. A partir da publicação da Portaria nº 388/2021, não é mais proibida a semeadura, somente a manutenção de plantas vivas da soja no período em questão. 

Na prática, isso significa que o produtor pode fazer o plantio da soja no vazio sanitário desde que neste período não emerjam plantas do solo. 

Como o produtor deve adotar o vazio sanitário da soja?  

Para adotar o vazio sanitário da soja, o produtor rural deve seguir as recomendações de seu estado, definidas pelos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal. 

A principal delas é o período definido para a realização do vazio sanitário da soja. O órgão pode definir um calendário para todo o estado ou estabelecer períodos de forma regionalizada, dividindo o território em regiões. 

Além disso, também é importante que durante o período de vazio sanitário da soja, o solo da propriedade não fique descoberto. 

Este é um ponto fundamental porque se o solo estiver completamente desocupado, as plantas daninhas encontram um espaço favorável para crescer.  

Ademais, com o solo descoberto, é mais provável que ocorram processos de deterioração, como a erosão. 

O que pode ser cultivado durante o período do vazio sanitário da soja? 

Se o solo não pode ficar desocupado durante o período do vazio sanitário da soja, o que cultivar nele? 

Neste contexto, para definir o que plantar, o ideal é que o produtor consulte as recomendações dos órgãos de defesa sanitária vegetal.  Com o apoio de um profissional, ele conseguirá ter uma avaliação mais assertiva de qual é a melhor ocupação para o solo de sua propriedade. 

Dentre as opções, estão o plantio de gramíneas, adubação verde (plantio de leguminosas que enriquecem o solo nutricionalmente) ou, até mesmo, uma outra cultura que não seja afetada pela doença. 

Qual é o calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2024/2025? 

Segundo estabelece a Portaria nº 1.111/2024, o calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2024/2025 seguirá desse modo: 

Períodos de vazio sanitário da soja (Safra 2024/2025) 
Unidade federativa Datas 
Acre 22 de junho a 20 de setembro de 2024 
Alagoas 1 de janeiro a 1 de abril de 2025 
Amapá 1 de dezembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025
Amazonas 10 de junho a 10 de setembro de 2024
Bahia 26 de junho a 24 de setembro de 2023 
Ceará 3 de novembro de 2024 a 31 de janeiro de 2025
Distrito Federal 1 de julho a 30 de setembro de 2024 
Goiás 27 de junho a 24 de setembro de 2024
Maranhão Região I: 3 de julho a 30 de setembro de 2024
Região II: 3 de agosto a 31 de outubro de 2024
Região III: 2 de setembro a 30 de novembro de 2024 
Minas Gerais 1 de julho a 30 de setembro de 2024
Mato Grosso 8 de junho a 6 de setembro de 2024
Mato Grosso do Sul 15 de junho a 15 de setembro de 2024
Pará Região I: 15 de junho a 15 de setembro de 2024
Região II: 1 de agosto a 30 de outubro de 2024
Região III: 15 de agosto a 15 de novembro de 2024 
Paraná Região I: 21 de junho a 19 de setembro de 2024
Região II: 2 de junho a 31 de agosto de 2024
Região III: 22 de junho a 20 de setembro de 2024
Piauí Região I: 1 de setembro a 30 de novembro de 2024
Região II: 1 de agosto a 30 de outubro de 2024
Região III: 1 de julho a 29 de setembro de 2024
Rio de Janeiro 15 de junho a 28 de setembro de 2024 
Rio Grande do Sul 3 de julho a 30 de setembro de 2024 
Rondônia 10 de junho a 10 de setembro de 2024
Roraima 19 de dezembro de 2024 a 18 de março de 2025
Santa Catarina Região I: 4 de julho a 12 de outubro de 2024
Região II: 4 de julho a 1 de outubro de 2024
Região III: 4 de julho a 1 de outubro de 2024
Região IV: 4 de julho a 1 de outubro de 2024
São Paulo Região I: 1 de junho a 31 de agosto de 2024
Região II: 12 de junho a 12 de setembro de 2024
Região III: 15 de junho a 15 de setembro de 2024
Tocantins 1 de julho a 30 de setembro de 2024

Em relação à safra 2023/2024, as principais diferenças do vazio sanitário atual são a inclusão do Rio de Janeiro e a subdivisão dos estados Paraná, Santa Catarina e São Paulo em regiões.

No caso desses e outros estados que possuem essa subdivisão, é possível verificar os municípios de cada região na própria Portaria nº 1.111/2024. 

O que é e como funciona o calendário de semeadura da soja? 

O calendário de semeadura da soja, assim como o vazio sanitário, é uma medida fitossanitária obrigatória para controle da ferrugem asiática. 

A definição desse período é feita de forma anual e com base no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), estudo que identifica regiões e épocas de menor risco climático para o plantio e semeadura das culturas. Para tal, são considerados diversos fatores, como a região do país, a cultura em questão e os diferentes tipos de solos.

No caso do Zarc da soja, a definição das áreas e períodos de semeadura simulam a probabilidade de perdas de rendimento inferiores a 20%, 30% e 40% devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos.

Desse modo, com o Zarc, o objetivo é contribuir para a expansão das áreas agrícolas, reduzir perdas de produtividade, garantir estabilidade da produção e, também, refrear a aplicação de fungicidas, o que ajuda a reduzir os riscos do Phakopsora pachyrhizi desenvolver resistência a esses produtos.

No calendário de semeadura da soja para a safra 2024/2025, 21 estados brasileiros mais o Distrito Federal foram contemplados. São eles: 

Calendário de semeadura da soja – Safra 2024/2025

Unidade federativaPeríodo de semeadura 
Acre21 de setembro de 2024 a 8 de janeiro de 2025
Alagoas2 de abril a 10 de julho de 2025
Amapá1 de março a 8 de junho de 2025
Amazonas11 de setembro a 21 de dezembro de 2024
Bahia25 de setembro a 31 de dezembro de 2024
Ceará1 de fevereiro a 31 de maio de 2025
Distrito Federal1 de outubro de 2024 a 8 de janeiro de 2025
Goiás25 de setembro de 2024 a 2 de janeiro de 2025
MaranhãoRegião I: 1 de outubro de 2024 a 8 de janeiro de 2025
Região II: 1 de novembro de 2024 a 8 de fevereiro de 2025
Região III: 1 de dezembro de 2024 a 9 de março de 2025
Minas Gerais1 de outubro de 2024 a 8 de janeiro de 2025
Mato Grosso7 de setembro de 2024 a 7 de janeiro de 2025
Mato Grosso do Sul16 de setembro a 31 de dezembro de 2024
ParáRegião I: 16 de setembro de 2024 a 14 de janeiro de 2025
Região II: 1 de novembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025
Região III: 16 de novembro de 2024 a 14 de março de 2025
ParanáRegião I: 20 de setembro de 2024 a 18 de janeiro de 2025 
Região II: 1 de setembro a 30 de dezembro de 2024 
Região III: 21 de setembro de 2024 a 19 de janeiro de 2025
PiauíRegião I: 1 de dezembro de 2024 a 20 de março de 2025
Região II: 1 de novembro de 2024 a 18 de fevereiro de 2025
Região III: 30 de setembro de 2024 a 27 de janeiro de 2025 
Rio de Janeiro29 de setembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025
Rio Grande do Sul1 de outubro de 2024 a 28 de janeiro de 2025
Rondônia11 de setembro de 2024 a 9 de janeiro de 2025
Roraima19 de março a 26 de junho de 2025
Santa CatarinaRegião I: 13 de outubro de 2024 a 10 de fevereiro de 2025 
Região II: 2 de outubro de 2024 a 30 de janeiro de 2025 
Região III: 2 de outubro de 2024 a 30 de janeiro de 2025 
Região IV: 2 de outubro de 2024 a 10 de janeiro de 2025
São PauloRegião I: 1 de setembro a 29 de dezembro de 2024 
Região II: 13 de setembro de 2024 a 10 de janeiro de 2025 
Região III: 16 de setembro a 24 de dezembro de 2024
Tocantins1 de outubro de 2024 a 15 de janeiro de 2025 

O calendário de semeadura da soja para a safra de 2024/2025, assim como o vazio sanitário, foi publicado na Portaria nº 1.111/2024. Para definir as datas, o Mapa considerou as condições climáticas e as sugestões encaminhadas pelos órgãos estaduais de defesa vegetal.

Para visualizar os municípios dos estados que são subdivididos em regiões no calendário, acesse a Portaria nº 1.111/2024 na íntegra.

Como funciona a exceção para vazio sanitário e semeadura da soja? 

A Portaria nº 388/2021 do Mapa autoriza, em alguns contextos excepcionais, a semeadura e manutenção de plantas vivas de soja no período do vazio sanitário. 

A finalidade desses cultivos de caráter excepcional deverá ser previamente aprovada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, mediante solicitação do Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal protocolizada junto às Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  

solicitação deve ser feita com, no mínimo, 60 dias de antecedência do início dos períodos de vazio sanitário e semeadura. O documento deve conter as seguintes informações: 

  • Justificativas técnicas que embasem a autorização de cultivos em caráter excepcional. 
  • Plano de prevenção e controle fitossanitário de Phakopsora pachyrhizia 

O Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas tem até 30 dias para analisar o pedido e informar o resultado ao Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal.  

Após a autorização, se houver irregularidades no local que recebeu a autorização excepcional, a agência estadual poderá determinar a destruição da área. Isto pode ocorrer em dois casos: 

  • Não foram executadas as ações previstas no plano de prevenção e controle fitossanitário de Phakopsora pachyrhizi; 
  • Houve desvio da finalidade apresentada no pedido. 

Conclusão 

Neste artigo, apresentamos o que é o vazio sanitário da soja e por que a medida é a principal estratégia para o controle da ferrugem asiática no Brasil. 

Além disso, aprendemos como o vazio sanitário se relaciona com o calendário de semeadura da soja e ao cultivo de plantas de cobertura do solo. 

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Julie Tsukada

Jornalista e Analista de Conteúdo no Conexa, hub de inovação da Aliare.

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